Destroços são do helicóptero que caiu com Ulysses Guimarães

O Departamento de Aviação Civil (DAC) no Rio confirmou na tarde de hoje que os destroços encontrados há duas semanas por um pescador na Praia de Laranjeiras, em Parati (RJ), são do helicóptero modelo Esquilo, que caiu no mar em 12 de outubro de 1992, causando a morte do deputado Ulysses Guimarães, da mulher dele, Mora Guimarães, do ex-senador Severo Gomes e da esposa dele. Os restos do aparelho, no qual os quatro viajavam, foram encontrados pelo pescador Flávio Castro de Paula, de 50 anos, e levados para a Praia de Picinguaba, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde ele mora. "As peças enroscaram na minha rede e eu fiz o maior esforço para trazer até aqui de tão pesadas que eram." Segundo Paula, parte da rede arrebentou por causa do peso e uma outra peça, ainda mais pesada, ficou no mar. Por este motivo, nos últimos dois dias, uma equipe do Corpo de Bombeiros do litoral norte percorreu a região de Parati, na tentativa de encontrar outros pedaços. Ao saber do encontro dos objetos, o administrador do Aeroporto de Ubatuba, Luiz Antônio Ayres Neto, ligou para o Serviço Regional de Aviação (Serac) 4, em São Paulo, e recolheu os exemplares, que foram levados nesta semana para a capital paulista com o objetivo de serem analisados pela empresa Helicópteros do Brasil, fabricante do modelo Esquilo. Na tarde de hoje, a Helibrás informou ao DAC que os fragmentos do assoalho e da estrutura do motor tinham o mesmo número de série do helicóptero usado por Ulysses Guimarães.

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