Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Despesa com comunicação encarece campanha

Para o publicitário Nelson Biondi, marqueteiro da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo paulista este ano e responsável pela campanha presidencial de José Serra em 2002, uma das explicações para o alto custo das campanhas nos Estados do Norte e Nordeste é o mercado de trabalho da comunicação.

O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2014 | 02h05

Como os melhores profissionais de áreas técnicas como edição, filmagem e produção estão no Sudeste, é preciso muitas vezes importar talentos. "As campanhas dos Estados mais distantes buscam gente nos grandes centros. O deslocamento e a manutenção da equipe acabam encarecendo (o orçamento)", diz.

Ele usa como exemplo uma campanha que fez em 1998 para Neudo Campos, que foi candidato ao governo de Roraima. "Levei 80% da equipe de São Paulo. Aí tivemos que pagar hotel e passagens para todo mundo", conta Biondi.

Outro aspecto que encarece as campanhas do Norte e Nordeste é a dificuldade de locomoção em algumas regiões. "No Amazonas, por exemplo, a população é muito grande e está espalhada. Em alguns lugares não é possível chegar por terra", diz o deputado estadual pernambucano Daniel Coelho (PSDB). Depois de disputar a prefeitura do Recife em 2012, ele se tornou um dos principais operadores políticos da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) em Pernambuco e no Nordeste.

Um terceiro fator também é lembrado por ele como responsável pelo encarecimento de campanhas nos Estados do Norte e Nordeste. "A compra de voto é maior no Nordeste e tem território fértil na pobreza. As campanhas ficam caras quando passam dinheiro para lideranças políticas e até deputados", diz.

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