Designer urbano de NY defende prédios mais altos em SP

O debate sobre a verticalização de São Paulo costuma acirrar ânimos. Defensores dizem que uma cidade compacta, com alta densidade de residências, escritórios e serviços em uma área com infraestrutura suficiente, aumenta a qualidade de vida. Do outro lado, há quem diga que essa proposta só aumenta os problemas urbanos já existentes.

RODRIGO BURGARELLI, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 09h52

O designer urbano Thaddeus Pawloski, que trabalha no Departamento de Planejamento da Cidade de Nova York e foi um dos palestrantes de segunda-feira do evento Arq.Futuro, acredita que São Paulo poderia ser uma cidade melhor se desse mais atenção ao primeiro grupo.

"Áreas no centro da cidade, onde há bastante emprego e pouca gente morando, poderiam ser muito mais verticalizadas do que são. Grandes prédios aproximam pessoas do seu trabalho e aumentam o fluxo de pedestres nas ruas, o que incentiva o comércio e diminui a sensação de insegurança", afirmou Pawloski.

O designer urbano disse que ficou surpreso ao saber que, na capital paulista, o limite de área útil que um prédio poder ter é apenas quatro vezes o tamanho do terreno. "No Empire State Building, em Nova York, esse coeficiente é de 30 vezes. Em áreas próximas de grandes estações de transporte, isso poderia ser a regra", contou. Pawloski defendeu medidas que deem prioridade ao pedestre e criem boas sensações ao se caminhar pela cidade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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