Gabriela Bilo/ Estadão
Gabriela Bilo/ Estadão

Desfiliação ‘amigável’ do PSL acontecerá nos próximos dias, afirma Bolsonaro

Durante transmissão ao vivo no Facebook, o presidente também afirmou que o seguro DPVAT foi extinto por uma MP e que pode “caducar”

Pedro Caramuru e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2019 | 08h30

A desfiliação de Jair Bolsonaro do PSL acontecerá nos próximos dias, segundo anúncio realizado pelo próprio presidente, nesta quinta-feira, 14, em transmissão semanal ao vivo no Facebook. "Lançamos aqui, não de forma oficial ainda, o novo partido Aliança pelo Brasil. Está em estudo ainda. A única certeza é que me desfilio nos próximos dias do PSL", disse.

Bolsonaro afirmou, no entanto, que a separação é "amigável" e chegou a agradecer "todo o apoio e consideração" que teve "até o momento" no partido. Ele ainda desejou "boa sorte" ao presidente nacional da legenda, deputado Luciano Bivar. "Cada um segue o seu destino, como uma separação. Infelizmente, acontece na vida da gente; já me separei uma vez, estou no segundo casamento".

Bolsonaro reclamou também da imprensa. "A imprensa está dizendo que vai ser o nono partido do Bolsonaro. Olha a má-fé! Que fosse o trigésimo partido", declarou. Mas, afirmou, não se pode considerar fusão de partido como mudança de legenda. Ele disse que, por esse critério, passou por cinco siglas.

Na transmissão, o presidente confirmou que irá assistir ao jogo entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro, nesta sexta-feira, 15.

DPVAT

Bolsonaro abordou também a extinção do seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). O presidente ressaltou que o DPVAT foi extinto por medida provisória, que pode caducar ou ser rejeitada no Congresso, e o seguro voltar a valer.

"Quem quiser fazer um seguro pode procurar a seguradora; tudo o que é obrigatório não é bom", ressaltou, ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, que citou a seguradora do banco como uma opção.

A decisão de Bolsonaro de extinguir o DPVAT atingirá em cheio os negócios de Bivar. Desafeto do presidente da República, Bivar é o controlador e presidente do conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro.

Base de Alcântara 

O presidente classificou o acordo sobre a Base de Alcântara (MA) como "bastante penoso". Na live, Bolsonaro disse que, sobre "a questão dos quilombolas locais" , foi feito um acordo e que será priorizada a contratação de mão de obra dos moradores dessas comunidades para trabalhar na base. "Isso é muito bom para o Brasil", afirmou.

Bolsonaro deu os parabéns aos presidentes do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela aprovação do acordo de salvaguardas tecnológicas de Alcântara. 

O presidente chamou Alcolumbre e Maia como os "donos da pauta" do Congresso. "Até que enfim, a Base de Alcântara vai lançar satélites e outros artefatos. O Brasil entra no seleto grupo de países que têm tecnologia para lançar satélites".

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