Desfile no DF tem blindagem de Dilma e público escasso

Com militares deslocados ou de prontidão para conter as manifestações, a comemoração do 7 de Setembro resultou numa festa marcada pelo esvaziamento do desfile em Brasília e a blindagem da presidente Dilma Rousseff. Apenas cerca de dez mil dos 30 mil espectadores que estavam sendo esperados compareceram à Esplanada dos Ministérios.

TÂNIA MONTEIRO, DÉBORA ÁLVARES E JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

07 de setembro de 2013 | 13h34

A presidente Dilma Rousseff, que usava um conjunto de blusa e calça verde musgo, ficou protegida de manifestações, mas, preocupada, passou o tempo do desfile pedindo informações a seus auxiliares sobre protestos no resto do País.

Ao contrário dos anos anteriores, nem sua filha, Paula, nem seu neto, Gabriel, foram ao desfile acompanhar a presidente, como nos anteriores, apesar de estarem no Palácio da Alvorada, em Brasília. Havia um temor sobre os riscos das manifestações na Esplanada.

No palanque da presidente Dilma não havia representantes do Congresso. Os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não estavam presentes. A justificativa para a ausência era que ambos tinham agendas em seus estados.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez questão de estar na primeira fila do palanque presidencial, embora não tenha ficado ao lado da presidente, que estava cercada pelo vice, Michel Temer, o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, e os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Pelo menos outros 20 ministros marcaram presença.

O reforço na segurança foi tal que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência filmou o público que estava nas arquibancadas próximas ao palanque presidencial e, também, os jornalistas que faziam a cobertura do desfile. Nas arquibancadas próximas à Dilma, estavam apenas familiares de militares e de funcionários da Presidência.

De forma inédita, algumas apresentações, como a pirâmide humana sobre uma moto e a evolução de armas do Batalhão de Guarda Presidencial (BGP), aconteceram antes da chegada da presidente Dilma.

O desfile desse ano foi um dos mais breves, com cerca de 1h20 de duração, embora tenha começado com poucos minutos de atraso. Os militares das Forças Armadas, que costumam engordar a festa, foram dispensados esse ano porque estavam de prontidão para trabalhar na contenção dos manifestantes.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que três mil convites foram distribuídos para as arquibancadas, mas o temor das manifestações podem ter levado muitas pessoas a não comparecer. Ele minimizou a brevidade do desfile e justificou o fato com a viagem da presidente. "O importante, da nossa parte, é que o desfile cumpriu exatamente aquilo que tínhamos desenhado. Um pouco mais curto, em função de a presidente ter chegado na madrugada de uma longa viagem da Rússia.", afirmou ao final da parada militar.

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