Desfile da Independência em Brasília fica sem aviões e com militares a pé

Com muitos militares a pé, praticamente nenhum equipamento militar e sem os tradicionais sobrevôos dos caças supersônicos Mirage e helicópteros, o desfile do Dia da Independência hoje de manhã em Brasília refletiu as restrições orçamentárias do Ministério da Defesa, com participação mais intensa do Ministérios da Justiça e do governo do Distrito Federal. A parada militar foi iniciada pontualmente às 9 horas, após a chegada do presidente Fernando Henrique Cardoso, no Rolls Royce da Presidência da República, ao palanque em frente ao QG do Exército.O desfile de veículos militares, normalmente o ponto alto da exibição militar, foi substituído pela maior participação da Polícia Rodoviária Federal, pertencente ao Ministério da Justiça, e da Polícia Militar do Distrito Federal. Contou até com destacamentos militares de Goiânia, na demonstração das ?tropas a pé? do Exército.O Corpo de Bombeiros teve papel mais destacado do que a Força Aérea e chegou a mostrar até as forças-tarefas de combate ao fogo nas florestas, criadas pelo governo em 1998. As bandas dos Fuzileiros Navais e do Batalhão da Guarda Presidencial fizeram longas evoluções ao som dos hinos tradicionais ou cantarolando ?E o Vento Levou?, trilha sonora do filme do mesmo nome cujos principais personagens sofreram as agruras da Guerra Civil americana, e ?A Entrada no Paraíso?, de Vangelis, também trilha musical do filme 1492, sobre a Descoberta da América.Fernando Henrique, no brinde que ofereceu aos ministros presentes e às autoridade militares, logo após a cerimônia militar, fez questão de dizer no rápido pronunciamento que, se não fez mais pelas Forças Armadas, foi porque não pôde. O presidente disse que esta foi a última vez que presidia o desfile militar e que o brinde aos militares era o gesto de despedida.O presidente lembrou dos seus laços familiares com o Exército, já que seu pai foi general e terminou o discurso dizendo ?viva ao Brasil?.

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