Desembarque de senadores brasileiros na Venezuela ocorre em meio a acirramento político

A chegada do grupo de parlamentares brasileiros ocorre um dia após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela marcar a data das eleições parlamentares para 6 de dezembro

Erich Decat, enviado especial, O Estado de S. Palo

24 de junho de 2015 | 19h02

Caracas - O desembarque do grupo de senadores integrado pelo PT e outros partidos de esquerda previsto para à noite desta quarta-feira, 24, na capital venezuelana ocorre em meio ao clima de acirramento entre representantes pró-governo do presidente Nícolas Maduro e opositores.

A chegada do grupo de parlamentares brasileiros, composto por Lindbergh Farias (PT-RJ), Roberto Requião (PMDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Telmário Mota (PDT-RR), ocorre um dia após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela marcar a data das eleições parlamentares para 6 de dezembro. 

A definição do calendário era uma das principais reivindicações dos opositores locais. O tom que deve ser a tônica dos próximos meses foi dado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Diosdado Cabello (PSUV), em discurso realizado nesta quarta-feira em comemoração à Batalha de Carabobo.

"A oposição diz ter a data, 6 de dezembro, mas nós temos os votos", disse Cabello que deve receber o grupo de senadores brasileiros na tarde nesta quinta-feira. Na agenda dos parlamentares brasileiros também prevista uma visita às Vítimas da Guarimba, às esposas de políticos opositores presos, à representantes da Mesa de la Unidad Democrática (MUD), composta pelos partido de oposição, e ao Ministério Público. 

No perfil do Twitter, a deputada venezuelana cassada Maria Corino Machado deu as boas vindas ao grupo de senadores. "Estamos às ordens para transmitir-lhes a informação sobre o estado de Direitos Humanos na Venezuela, autonomia dos poderes e condições eleitorais", tuitou Machado. Ela foi inserida, no dia hoje, na lista da MUD para disputar a próxima eleição parlamentar.

"É necessário que na visita à Venezuela, senadores escutem testemunhos de sindicalistas perseguidos, jornalistas censurados e estudantes torturados", ressalta Machado. Ela integrou o grupo de políticos de oposição que recebeu a comitiva de senadores liderada por Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), que tentou visitar presos políticos na última quinta-feira em Caracas.

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