Desembargador nega politização

Autor do requerimento que tenta mudar no regimento diz que reeleição ‘fortalece gestões exitosas’

Fausto Macedo , O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2013 | 23h54

Em seu requerimento, o desembargador Euvaldo Chaib Filho fustiga a alegação de que a reeleição jogará o Tribunal de Justiça em um cenário de politização. Ele também rechaça a tese de que os magistrados veteranos estariam melhor preparados para comandar a Corte.

"O denominado risco de politização do tribunal propalado pelos mais conservadores nada mais é do que o risco (?) de democratização", escreve Chaib. "Não se pode lançar uma visão maniqueísta, segundo a qual os mais antigos são os melhores, e os mais novos os piores."

Segundo ele, "a prática empírica teima em demonstrar que esse dogma, de que somente existe gestão eficiente se conduzida por desembargadores antigos, não se sustenta".

Chaib faz propaganda da administração Ivan Sartori. "Houve excelentes administrações do tribunal por desembargadores antigos ao seu tempo, como de desembargadores mais jovens, do qual o atual presidente é um exemplo emblemático. A proposta contempla a viabilidade de se elegerem tanto os mais antigos, como os mais modernos na carreira."

O desembargador aborda uma outra questão. "Não tem cabimento, como já aventado alhures, a ideia de que alguns desembargadores estariam dispostos a praticar barganhas com as próprias honra e dignidade, tão somente para obterem cargos de direção e cúpula no tribunal. O denominado risco de politização do tribunal não passa de falácia. Acredita só quem quer."

Ele diz que "tem ouvido em várias dependências do tribunal manifestações expressas de apoio à gestão atual da Presidência, bem como algumas contrárias, é verdade, que integram, entretanto, uma minoria".

‘Prestígio’. "É fato público e notório que o TJ, apesar dos seus muitos detratores, há muito tempo não alcançava, perante a sociedade como um todo, e, também, no âmbito da maioria absoluta dos magistrados, tamanho prestígio, e isto em grande parte se deve à corajosa, dinâmica e eficiente gestão atual."

"As novas demandas sociais, ao lado da crescente intervenção do CNJ, cada vez mais e mais, vêm exercendo pressões intensas no âmbito do TJ, isto sem mencionar aquela parcela da grande imprensa que quer, porque quer, impregnar no Judiciário bandeirante a pecha de incompetente e perdulário, disseminando notícias com meias verdades, buscando indispor a opinião pública contra o Judiciário paulista."

"A possibilidade de reeleição para a presidência pode fortalecer as gestões exitosas, elevando o grau de eficiência, por diminuição da quebra entre as diretrizes de administrações distintas", argumenta Chaib. / F.M.

Tudo o que sabemos sobre:
SartoriTJ-SPreeleição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.