Desembargador diz que não há desperdícios

"Não podemos trabalhar com primeiras impressões, não há desperdícios", declarou o desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação Paulista de Magistrados. "O problema é a generalização. Haverá algumas áreas no País com aberrações, mas não são o retrato da Justiça. Constituem exceções." Para Callandra, em São Paulo e em outros Estados "há uma preocupação extraordinária" com economia de recursos. "Imaginar que há uma concentração de investimentos no segundo grau e esquecimento completo do primeiro grau é esquecer da dimensão que marca as duas instâncias. Em São Paulo, somos 440 desembargadores e juízes substitutos, ao passo que na primeira instância são mais de 1,8 mil juízes", argumentou. "A atividade do ministro é de corregedoria. Em suas visitas acaba encontrando anomalias e situações que não são a regra. Trabalhamos com volume de processos imenso e os investimentos no Judiciário não são significativos. Prova é que a Justiça, em muitas partes, ainda vive no mundo de papel."

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