Descontente, PR falta a reunião da base com Ideli

Em um claro sinal de insatisfação com a atitude da presidente Dilma Rousseff de efetivar Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes, nenhum deputado do PR compareceu ao almoço dos líderes da base aliada na Câmara com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O encontro, que ocorre todas as semanas, foi realizado hoje no apartamento do líder do PT, Paulo Teixeira.

EDUARDO BRESCIANI E DENISE MADUEÑO, Agência Estado

12 de julho de 2011 | 15h02

Lincoln Portela, líder do PR, e Luciano Castro, vice-líder do governo, são presença constante nesses almoços, tendo inclusive sediado alguns dos encontros. Eles eram aguardados hoje para manifestar aos colegas o sentimento do partido diante da atitude de Dilma. Um vice-líder do governo afirmou que a reunião serviria como um termômetro do grau de insatisfação do PR por não ter conseguido emplacar um político no cargo. Ambos, porém, alegaram "imprevistos" para não comparecer.

Nas últimas semanas, parlamentares do PR manifestaram indignação com a forma como a presidente conduziu a reação às denúncias de irregularidades na pasta dos Transportes. O afastamento da cúpula do ministério, descortesias com o então ministro Alfredo Nascimento que o levaram a pedir demissão e o processo de escolha do substituto foram descritos como episódios em que faltou "habilidade política" ao Planalto.

O líder do PR, porém, descarta que o partido estude deixar a base aliada. "A bancada é governo e segue a orientação do governo. Estamos neste projeto há 15 anos, desde quando fazíamos oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso", diz Portela. Ele destacou que a escolha de ministro é uma prerrogativa da presidente e que o partido não tem problema "pessoal" com Passos. "A bancada gosta do Paulo Sérgio, ele sempre atendeu aos parlamentares do PR e de todos os partidos".

Portela descartou que a bancada possa fazer algum movimento para tentar retirar Hideraldo Caron da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit. Caron foi indicado pelo PT. Para Portela, ele faz parte da "cota da presidente".

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