Descoberta fraude em laboratório que fabricava Celobar

O delegado Renato Nunes, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, afirma que peritos descobriram no laboratório Enila um esquema de manipulação de notas fiscais para justificar um estoque inexistente de 120 quilos de sulfato de bário, matéria-prima do contraste Celobar, suspeito de ter provocado mortes em pelo menos quatro Estados. De acordo com a investigação, a indústria farmacêutica alegava importar o sulfato mas comprava carbonato de bário, substância tóxica usada na fabricação de veneno para rato, e tentava transformá-la para obter um medicamento mais barato.O advogado do Enila, Paulo Henrique Lins, disse que só vai se pronunciar sobre o caso após ler o relatório do delegado, que será encaminhado ao Ministério Público. Está prevista pena que varia de 15 a 30 anos de prisão para o crime de adulteração voluntária de medicamento que resulta em morte.

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