Descartada greve de policiais em SP

Ao final da reunião entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e representantes de 41 entidades das polícias militar, civil e científica do Estado, tanto Alckmin quanto as lideranças dos policiais descartaram a possibilidade de uma greve da categoria, embora a reunião tenha terminado sem um acordo final. As duas partes concordaram que as negociações estão bem encaminhadas, e devem se reunir novamente no final da tarde de segunda-feira. O governo estadual está oferecendo reajustes de 6%, 8% e 10% para os policiais, conforme cargo e patente. O governador descartou qualquer alteração nos índices, alegando problemas orçamentários. Os policiais aceitam esses valores para este ano, mas querem que o governo se comprometa a dar reajustes de 6% a 18%, a partir do ano que vem. Alckmin disse que não pode se comprometer com reajustes maiores em 2002, sem saber como será a arrecadação. O governador ressaltou que, por causa do racionamento e da desaceleração da economia, é difícil fazer qualquer previsão sobre a arrecadação. "Para este ano, o problema de orçamento é muito sério", disse Alckmin. Hoje foi a primeira vez em que o governador se reuniu com os líderes das 41 entidades. Na segunda-feira, as lideranças haviam apresentado propostas de reajuste ao governo, que pediu alternativas aos policiais. Hélio César da Silva, presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar de São Paulo, disse que espera um avanço nas negociações marcadas para a próxima segunda-feira.

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