Marcelo D. Santos/Frames
Marcelo D. Santos/Frames

Desavisados confundem ato com torcida de futebol

O Estado de S.Paulo

09 de março de 2015 | 02h03

Em alguns bairros da classe média em São Paulo, as manifestações durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff foram tão fortes que acabaram confundidas com as que ocorrem em dias de clássico no futebol. "Tá parecendo dia de jogo", disse no Facebook um internauta surpreendido em Perdizes, bairro de classe média da capital paulista, pela intensidade das batidas de panelas, buzinas, apitos, vuvuzelas, gritos, vaias e até mesmo rojões. "Tá mais forte que em dia de jogo na Copa", disse outro sobre a manifestação no bairro Vila Romana, também na zona oeste.

A manifestação começou de maneira tímida e cresceu durante o pronunciamento de Dilma. Em Higienópolis, bairro nobre da cidade e tradicional reduto eleitoral do PSDB, na metade da fala da presidente - que durou 16 minutos - chegaram a ser organizadas pequenas carreatas.

Quase instantaneamente também circularam vídeos com registro dos protestos.

Nos lugares mais afastados do centro da capital paulista, em bairros mais pobres e periféricos, não houve registro de manifestações significativas.

Palavrões. Além do panelaço intenso, houve muitos xingamentos gritados por parte dos manifestantes. Além dos já esperados "Fora Dilma" e "Fora PT", foram comuns gritos como "Dilma, vai tomar no c...", "Dilma vagabunda" e "Dilma piranha".

Com o pronunciamento de ontem, Dilma igualou em quatro anos e três meses de mandato o número total de pronunciamentos estrelados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos de governo. Foi a 21.ª convocação de rádio e TV de Dilma desde que assumiu a Presidência, em 2011.

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