Desaparecimentos durante ditadura são história da nação

O novo chefe Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, disse hoje que a existência de desaparecidos políticos durante a ditadura militar não deve ser motivo de vergonha, mas tratado como "fato histórico".

Agência Estado

03 de janeiro de 2011 | 23h39

"Nós temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico de nação. Da mesma forma, os desaparecidos são história da nação, que nós não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar. Nós temos que enfrentar, discutir, estudar como fato histórico", afirmou.

Mais cedo, a nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, enfatizou que a questão dos desaparecidos não pode ser tratada como história passada. Para ela, é preciso que o Estado reconheça as suas responsabilidades.

Oficiais consultados pelo Estado, disseram que ficaram "animados" com o "aceno conciliador" que a nova ministra fez em seu discurso. Aprovaram, sobretudo, o fato de Maria do Rosario não ter ressaltado ou personalizando culpados específicos pelos desaparecimentos durante a ditadura.

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