Derrota do mínimo não atrapalha agenda de reformas, diz líder

O líder do goveno no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que a derrota do governo com a aprovação do salário mínimo de R$ 270 no Senado não deverá comprometer a aprovação pelos senadores de outros projetos considerados importantes para o País. "Na votação do mínimo, houve uma disputa de valores e de idéias políticas. O ambiente, apesar desse resultado, é propício à agenda que temos pela frente no Senado", disse o líder, citando os projetos da Lei de Falências, que teve seu texto básico aprovado na noite de ontem, o projeto de Parceria Público-Privada (PPP), o projeto de biossegurança e até a mesma a reforma do Judiciário. "Esses projetos são prioritários para o governo e para o País e teremos grandes chances de concluir essa agenda", disse. Mercadante afirmou que a votação do mínimo no Senado deixou claro que o governo não tem maioria na Casa e que precisa construí-la em bases sólidas. "Mas essa derrota nos trouxe um aprendizado também: pudemos identificar os parlamentares que têm compromisso programático com o governo, que se manifestaram dessa forma mesmo com eventual prejuízo pessoal", afirmou.Para Mercadante, a derrota "não foi amarga", porque não se discutiu o mérito da medida. "Esse resultado aconteceu por vários motivos, entre eles, porque é ano eleitoral e, se o governo propusesse um mínimo de R$ 275, a oposição apresentaria uma proposta de R$ 290. O governo não tem maioria na Casa e precisa melhorar sua relação com os senadores", avaliou o líder.

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