Derrota de Itamar é obra do governo, diz Genoíno

A eventual saída do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), do páreo presidencial, "é mostra de que o governo começou a aplicar seu rolo compressor". A avaliação foi feita hoje pelo deputado federal José Genoíno (PT-SP), candidato petista ao governo paulista.Para Genoíno, ao sofrer nova derrota ontem dentro do PMDB, o governador mineiro foi "detonado pela ala governista do PMDB". "Estão começando a mexer nas peças importantes do tabuleiro", disse o deputado.Ele, porém, disse considerar que ainda é cedo para avaliar como fica o cenário eleitoral com a saída ou não de Itamar. "É preciso esperar para ver o que vai acontecer. Só começaram a mexer com o tabuleiro."Ontem, Itamar sofreu derrota na Executiva Nacional do PMDB, que decidiu limitar o universo de votantes na prévia nacional para a escolha do candidato à Presidência, a ser realizada em 20 de janeiro de 2002, em 3.870 filiados. A proposta do governador mineiro de um colégio eleitoral amplo, com quase 100 mil filiados tendo direito a voto, foi derrotada por 11 votos a 3. Itamar queria incluir, entre os votantes, os vereadores (cerca de 12 mil) e os integrantes dos diretórios municipais (cerca de 80 mil).]A limitação do colégio eleitoral reduz muito as chances de vitória de Itamar. Por enquanto, além do governador mineiro, o único pré-candidato do PMDB é o senador Pedro Simon (RS). O presidente nacional do partido, Michel Temer (SP), também não descarta participar da prévia.

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