Tania Rego/Agência Brasil, Fabio Motta/Estadão e Alerj
Tania Rego/Agência Brasil, Fabio Motta/Estadão e Alerj

Deputados repudiam restabelecimento de prisão

Advogado de Picciani disse que viu com perplexidade a decisão do TRF2 e afirmou que não foi respeitada a independência dos Poderes

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 16h34

RIO - Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, manifestaram repúdio contra a decisão de restabelecimento de suas prisões pelo Tribunal Regional Federal (TRF2). As declarações foram dadas por meio de suas assessorias e defesas. Albertassi e Paulo Melo já se entregaram na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio.

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O advogado do presidente da Alerj, Nélio Machado, disse que viu com perplexidade a decisão do TRF2 e afirmou que não foi respeitada a independência dos Poderes. “O tribunal fez disso um cavalo de batalha ao estabelecer uma suposta violação da decisão desta corte. Hoje, como foi feito da outra vez, não foi permitida à defesa o direito de se manifestar, o que viola a Constituição. É uma decisão lamentável”, disse. Machado disse que vai recorrer nos tribunais de Brasília sobre a decisão.

Já o deputado Edson Albertassi disse, por meio de sua assessoria, que “confia na Justiça e estará sempre à disposição para esclarecer os fatos". Também por sua assessoria, Paulo Melo declarou que “mais uma vez” vê “como injusta a decisão do Tribunal Regional Federal” e que não cometeu crime nenhum.

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“Tenho o máximo de interesse na rápida apuração dos fatos. Só lamento a inversão no rito processual. Na visão que tenho da nossa Constituição, é garantido que o dever primeiro é apurar os fatos para, em seguida, e em caso de culpa, impor a pena. Aqui se inverte o curso. Sob a alegação de que atrapalharia a investigação, restringe a liberdade, apesar de não existir nenhum indício de uma deliberação minha para atrapalhar as ações tanto da PF como do MPF. Muito pelo contrário”, disse.

Paulo Melo também citou o seu pedido de afastamento da Alerj, nesta terça-feira, 21, para até fevereiro. “É para ter tempo e poder dedicar exclusivamente à minha defesa e garantir o máximo de transparência possível. E como parte da minha conduta desde o começo desta apuração, como também em irrestrito respeito ao Poder Judiciário, assim que tomei conhecimento da decisão dos desembargadores, mudei o trajeto e me dirigi imediatamente para cumprir a ordem. Ponho-me a disposição para quaisquer esclarecimentos”, afirmou.

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