Deputados receberão R$ 25,4 mil por convocação extraordinária

Para garantir a aprovação das reformas da Previdência eTributária nas comissões especiais da Câmara até o final de julho, oCongresso inicia nesta terça-feira mais um período de convocação extraordinária. Cumprida essa etapa de trabalho no mês de férias dos parlamentares, o governo acredita que as reformas estarão concluídas na Câmara entre final de agosto e início de setembro, quando seguirão, então, para apreciação do Senado. A convocação dos parlamentares, decidida pelo presidente Luiz InácioLula da Silva, tem o objetivo principal de contar prazo para tramitaçãodas refomras, mas na pauta que o presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP), anunciará na sessão de abertura dos trabalhosextraordinários, constam matérias polêmicas há anos engavetadas nas comissões do Senado. É o caso dos projetos que restringem o porte e a venda de armas de fogo e a reforma do Judiciário, que há 12 anos espera pela aprovação dos parlamentares. A convocação custará R$ 15,08 milhões aos cofres públicos, só nopagamento dos salários extras dos parlamentares. Em troca de um mês de trabalho nos 30 dias de recesso, cada um deles terá direito a dois salários extras, no valor de R$ 25,4 mil, além do salário normal de R$12,7 mil. No total, o mês de julho resultará num contracheque bruto no valor de R$ 38,2 mil. A estimativa é de que outros R$ 15 milhões deverão ser gastos com extras para os funcionários das duas Casas. Este ano, pela primeira vez, 11 deputados, todos eles petistas,renunciaram aos dois salários extras, para espanto até mesmo de seus colegas de partido. Os deputados queriam aplicar o dinheiro em programas sociais, mas em princípio a boa ação deve resultar mesmo numa inesperada poupança para o Tesouro Nacional.Continuam em atividades este mês duas CPIs mistas: a que investigaexploração sexual de menores e a do Banestado, que apura a remessa ilegal de recursos para o exterior. Em princípio, ficam de fora da convocação os requerimentos de deputados e senadores para ouvir autoridades. Quer dizer que somente daqui a um mês o presidente da Agência Nacional de Telecomuicações (Anatel), Luiz Guilherme Schymura, terá de responder ao convite dos parlamentares para falar sobre os elevados reajustes das tarifas de telefones fixos.

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