Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Deputados reagem a mudança de nome e estatuto de sigla

Junior Marreca e Walney Rocha entraram com pedido de impugnação no TSE contra as alterações no PEN, que deve mudar para Patriota e conta com a filiação do deputado Jair Bolsonaro

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 05h00

A mudança de nome e estatuto tem encontrado resistência dentro do próprio Patriota/PEN. Dois deputados da sigla, Junior Marreca (PEN-MA) e Walney Rocha (PEN-RJ), entraram com pedido de impugnação contra as alterações no Tribunal Superior eleitoral (TSE). Dois pontos incomodam os parlamentares: os poderes concedidos ao deputado Jair Bolsonaro (presidente de honra do Patriota sem ter se filiado formalmente à sigla) e a impossibilidade, de acordo com o novo estatuto, de coligações com partidos considerados de “extrema esquerda”, como PT e PCdoB.

Rocha, que é Presidente Nacional do Conselho do PEN, afirma que a convenção que decidiu sobre o novo estatuto foi convocada de forma irregular. Ao invés de ser chamada com uma semana de antecedência foi informada por com apenas três dias. “Não houve tempo hábil para as mudanças serem discutidas.”

O deputado fluminense ainda se diz incomodado com os “superpoderes” de Bolsonaro – que já tem indicado nomes para ocupar cargos-chave em diretórios. Além disso, com a entrada da família Bolsonaro no partido, Rocha terá de dividir espaço com eles no Estado.

Já o deputado Junior Marreca, que também é vice-presidente nacional do partido, reclama da norma que proíbe coligações com partidos de esquerda. No Maranhão, ele é aliado do governador Flávio Dino – que é do PCdoB. “Isso precisa ser revisto. Nós fazemos parte do governo no Maranhão. Essa proibição vai nos prejudicar muito”, disse.

O deputado Jair Bolsonaro e sua assessoria não responderam os questionamentos da reportagem. O secretário-geral do Patriota, Bernardo Santoro, homem de confiança de Bolsonaro no núcleo do partido, afirmou que “não se manifesta sobre esse tema”. O Adilson Barroso, presidente da legenda, disse que não houve nenhuma irregularidade na constituição do novo estatuto e que os deputados que estão reclamando “deveriam se preocupar mais em unir do que desunir o partido”.

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