Deputados reagem à decisão de limitar restos a pagar

Os aliados da presidente Dilma Rousseff na Câmara estão adotando a prática de estabelecer o ritmo de "operação padrão" na sessão em andamento no plenário para votar a proposta que cria novas regras de licitação para obras da Copa e das Olimpíadas. A decisão foi adotada em reação à decisão do governo de não prorrogar o decreto que cancela na próxima quinta-feira, 30, as emendas de parlamentares ao orçamento de 2009 que não forem liberadas neste período (o chamado "restos a pagar").

DENISE MADUEÑO E EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 18h04

Apesar de terem dado um crédito de confiança à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmando que votarão a proposta, denominada Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), os deputados da base vão aprovar apenas alguns pontos do texto hoje, deixando a conclusão para amanhã. "Não vai ter restos a pagar, vai ter restos a votar", afirmou um influente deputado da base.

A estratégia da base é não dar quórum para a realização de votações à noite. A sessão do plenário em andamento tem de ser encerrada até as 20 horas, no máximo, pelas regras regimentais. Até o final da tarde, no entanto, não começaram as votações. Os aliados devem garantir quórum para a realização de uma sessão extraordinária, em seguida, para dar continuidade à votação.

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