Deputados querem ouvir MP sobre depoimento de Durval

Ex-secretario do governo Arruda e pivô do escândalo do mensalão do DEM pediu mais tempo para juntar provas

Carol Pires, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2010 | 19h23

O presidente da CPI da Corrupção no Distrito Federal, Alírio Neto (PPS), informou nesta segunda-feira, 25, que uma comissão de deputados consultará o Ministério Público antes de remarcar o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Faltando poucas horas para o depoimento, inicialmente marcado para a terça-feira, 26, Durval Barbosa encaminhou dois ofícios à Câmara pedindo o adiamento da oitiva.    

 

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"Amanhã com certeza não tem depoimento. Vamos enviar uma comissão para falar com os promotores e decidir o que fazer", disse Alírio.

Em um dos ofícios encaminhados à CPI, Durval alega precisar de "mais tempo para juntar mais subsídios com vista à elucidação dos fatos". No outro, sua defesa afirma que a "diversidade e tendências políticas dos inquisidores" poderia fazer com que depoente "ofertasse respostas prejudiciais ao exercício da ampla defesa".

O pedido de Durval Barbosa agrada governistas que, desde o início, estavam reticentes quanto ao depoimento do ex-secretário que confidenciou a advogados que não usará o direito de ficar calado, e deve trazer fatos novos que comprometeriam ainda mais o governador José Roberto Arruda.

Nova eleição

A escolha do novo presidente da Câmara Legislativa deve ocorrer em sete dias, contados a partir desta segunda-feira. A base aliada a Arruda, maioria entre os 24 deputados distritais, deve retornar ao comando da Casa. Estão na corrida os ex-secretários de Arruda, Eliana Pedrosa (DEM) e Raimundo Ribeiro (PSDB), além do deputado Wilson Lima (PR).

Lima dá o tom de como deve ser a atuação de um governista, se eleito presidente. Questionado se agirá com isenção ou se atuará como tropa de choque, ele responde: "Muito mais isento. Mas sou da base, e sempre tentamos dar sustentação ao governador. Voltarei a falar sobre isso depois de eleito".

Chico Leite ou Cabo Patrício (ambos do PT), presidente interino da Câmara, deve ser o representante da oposição na corrida. Os oposicionistas, porém, donos de apenas cinco cadeiras, não devem ter votos suficientes para eleger um representante.

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