Deputados querem abrir CPI contra prefeita de Fortaleza

Treze deputados do PSDB, um do PSL e outro sem partido entraram com pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa do Ceará para investigar denúncia. O superfaturamento teria ocorrido durante a festa de réveillon popular 2007 promovida pela Prefeitura de Fortaleza. A festa custou R$ 2,24 milhões.Cabe agora a Procuradoria da Assembléia dizer se a CPI é constitucional ou não, pois não envolve contas do Estado. Na Câmara de Vereadores à oposição a prefeita Luizianne Lins (PT) não reuniu ainda o número mínimo de 14 assinaturas para abrir a CPI. Até agora são 10 nomes dos 41 vereadores. Nesta quinta-feira, 8, o Ministério Público Federal (MPF), que investiga o caso convocou o secretário de Turismo de Fortaleza, Henrique Sérgio para prestar esclarecimentos na próxima terça-feira, 13, na Procuradoria Geral de Justiça do Estado, que também acompanha o caso. Em decorrência da denúncia, os patrocinadores da festa, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Ministério do Turismo, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Ambev bloquearam as quotas destinadas ao réveillon. Estão suspensos os pagamentos de R$ 150 mil por parte do BNB e R$ 297,5 mil pelo Ministério do Turismo. A decisão do pagamento ou não das quotas de patrocínio acontece somente após apuração do MPF. BB (R$ 1,250 milhão), CEF (R$ 200 mil) e Ambev (R$ 200 mil) já tinham liberado as verbas. A principal atração do réveillon a cantora paraibana Elba Ramalho disse que recebeu R$ 100 mil de cachê, enquanto no Diário Oficial do Município há um extrato informando o mesmo show teria custado R$ 490 mil.

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