Deputados pernambucanos querem que PF investigue morte de investigado

Paulo César Morato era um dos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal na Operação Turbulência, que apura esquema que teria alimentado campanhas do PSB

MONICA BERNARDES, ESPECIAL PARA O ESTADO

28 de junho de 2016 | 06h32

RECIFE - Deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco protocolaram nesta segunda-feira, 28, na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, um pedido para que as investigações sobre a morte do empresário Paulo César Morato – encontrado sem vida em um motel em Olinda, na região metropolitana do Recife, no dia 22 – sejam federalizadas.

Morato era um dos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal na Operação Turbulência, que apura esquema que teria alimentado campanhas do PSB, inclusive a do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

O pedido dos deputados estaduais está baseado na preocupação de que as investigações, hoje sob a tutela da Polícia Civil pernambucana, sofram interferências. “Há muita coisa a ser esclarecida, como o motivo que levou a SDS (Secretaria de Defesa Social) a cancelar a perícia papiloscópica ou à liberação do quarto do motel antes da conclusão da autópsia no corpo do empresário. No mínimo, houve falhas no rito das investigações, o que precisa ser revisto pela SDS”, avaliou o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB).

Ontem, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco e a Associação dos Peritos de Pernambuco protocolaram um pedido de informações na Secretaria de Defesa Social questionando os motivos pelos quais uma equipe de peritos teria sido supostamente impedida de realizar a perícia papiloscópica, para identificar possíveis digitais, no quarto do motel em que o corpo foi encontrado. A secretaria negou que tenha ocorrido qualquer tipo de proibição ao trabalho dos peritos.

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