Deputados pedem que processo contra Jaqueline seja arquivado

Pela primeira vez, coletas do Conselho de Ética manifestam apoio à parlamentar, flagrada em vídeo recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM

04 de maio de 2011 | 21h40

BRASÍLIA - Depois de mobilizar uma tropa de advogados e parlamentares do baixo clero, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) começou a ser defendida nesta quarta-feira, 4, pela primeira vez por colegas do Conselho de Ética. Os deputados Mauro Lopes (PMDB-MG) e Wladimir Costa (PMDB-PA) usaram o mesmo argumento que a defesa da parlamentar dizendo que ela não pode ser julgada porque o fato em discussão é de 2006. Em vídeo divulgado em março pelo Estadão.com.br a deputada aparece recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. Laudo da Polícia Federal atestou que não houve montagem no vídeo.

 

A aparição da "bancada da Jaqueline" confirma a movimentação do baixo clero para salvar o mandato da colega, como antecipou o Estado. O principal argumento dos defensores da deputada é que não é possível condená-la por quebra de decoro se ela não era parlamentar na época da gravação. "Estamos mexendo com coisa que não é da nossa competência. Ela era cidadã comum, então, não é caso de decoro parlamentar. Ela não cometeu esse ato como deputada, então não nos compete entrar nesse mérito. Isso é coisa para a Justiça", disse Mauro Lopes.

 

As primeiras manifestações favoráveis à deputada aconteceram durante a sessão do Conselho que aprovou um convite para que Manoel Neto, marido de Jaqueline, preste depoimento. Mauro Lopes e Wladimir Costa votaram contra. O marido aparece ao lado de Jaqueline na gravação feita por Durval Barbosa e coloca o dinheiro recebido na mochila. Como é convidado, Manoel Neto não é obrigado a comparecer. Laudo r da Polícia Federal confirmou que o vídeo não sofreu montagens.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.