Deputados não cometeram ato ilícito com passagens, diz Temer

Para presidente da Câmara, não havia regra clara sobre uso das passagens, mas agora será diferente

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2009 | 17h04

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou nesta quarta-feira, 22, no plenário, que os deputados não cometeram nenhum ilícito ao usar passagens aéreas bancadas pela Casa fora da atividade parlamentar. Ao anunciar as novas regras de uso da cota de passagens aéreas, Temer repetiu por diversas vezes que o que foi feito no passado não pode ser questionado.

 

Veja Também:

especial Cronologia do escândalo das passagens no Congresso

linkParlamentar usa milha de passagem paga com verba pública

linkTemer admite que destinou passagens aéreas para parentes

linkCâmara anuncia corte de 20% na cota de passagens

linkEx de Galisteu devolve R$ 21 mil à Câmara por gasto em viagem

linkDeputado paga passagens para artistas com verba da Câmara

linkApós série de escândalos, Câmara quer 'pacote moralizador'

 

"Não houve ilícito de nenhuma natureza em relação ao passado", disse. "Sem que houvesse regra clara, não estavam a cometer ilícito de qualquer natureza", completou. "Não houve ilícito no passado. Haverá a partir de agora", repetiu Temer para deixar clara a sua posição.

 

O deputado Arnaldo Farias de Sá (PTB-SP) acusou o Ministério Público de ter entregue ao site Congresso em Foco os levantamentos sobre o uso de passagens aéreas pelos parlamentares. O site tem divulgado reportagens sobre as viagens dos parlamentares dentro e fora do País bancadas pela cota de passagens aéreas da Câmara. "O Ministério Público passou a notícia para o site Congresso em Foco para denegrir todo mundo", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
Farra dos cartõesMichel TemerCâmara

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.