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Deputados mineiros recebem R$ 15 mil a mais

Os deputados estaduais de Minas Gerais, que no ano passado recebiam salários de até R$ 91 mil por mês - e foram obrigados, depois da divulgação dos valores, a reduzir os vencimentos para o teto de R$ 18,8 mil, em acordo firmado com o Ministério Público - encontraram uma maneira de engordar os vencimentos.Segundo denúncia do deputado João Leite (PSB), entre os dias 26 de fevereiro e 7 de março foram depositados nas contas dos 77 parlamentares R$ 15 mil extras. Leite, que devolveu o dinheiro, pediu explicações à direção da Assembléia Legislativa. A resposta, de acordo com ele, foi que teria sido aplicado sobre os vencimentos uma correção retrorativa, referente a decisão judicial envolvendo servidores de regime jurídico único do Estado.O reajuste seria resultado do cálculo de perdas salariais de 11,98% com a conversão de cruzeiro real para URV, ainda em 1994. O parlamentar estranhou a determinação. "A informação foi de que o dinheiro era a diferença da URV, no Plano Real. Perguntei se todos os servidores tinham recebido e a resposta foi negativa", disse. "Não acho isso justo e devolvi".Além dos R$ 15 mil, os deputados também teriam recebido em fevereiro, a título de despesas de viagem, mais cerca de R$ 5 mil, cada - embora tivessem trabalhado, até quando os depósitos foram feitos, apenas 9 dias úteis.Hoje, o presidente da Assembléia, Antônio Júlio (PMDB), divulgou nota, esclarecendo que os R$ 15 mil a mais nas contas dos parlamentares não foram fruto de reajuste, mas sim de "antecipação salarial" de março, o que seria previsto em lei estadual de 1964. "Nenhum pagamento foi feito aos deputados resultante da correção da URV", afirmou o presidente.As diárias de viagem também teriam sido pagas com aparo da lei, segundo Júlio. Em razão da dúvida, o Ministério Público de Minas informou que irá pedir mais detalhes sobre o assunto à mesa diretora da Assembléia.

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