Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Deputados da bancada evangélica são os mais populares nas redes sociais

Pesquisa sobre uso da internet por deputados mostra que parlamentares como Irmão Lázaro (PSC-BA) e Celso Russomanno (PRB-SP), possuem o maior número de seguidores; Facebook é a ferramenta mais acessada

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2015 | 15h29

Alterado em 15.06

A guinada à direita no perfil das manifestações de rua entre junho de 2013, ápice do movimento pela redução das tarifas de transporte, e março de 2015, quando milhões marcharam pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff em todo Brasil, é refletida também  no perfil do Congresso Nacional. Segundo uma pesquisa inédita feita pelo departamento de pesquisa do grupo Máquina da Notícia, os deputados mais populares nas redes sociais são filiados a legendas conservadoras e/ou evangélicas. 

Deputado eleito pela Bahia, Irmão Lázaro (PSC), que é pastor evangélico, registra, se somadas todas as redes sociais, interação com 8.333.003 pessoas. Em segundo lugar está o deputado paulista Celso Russomanno, do PRB, legenda que orbita na área de influência da Igreja Universal do Reino de Deus: 512.607 internautas interagem com ele no Facebook, no Twitter e no YouTube. No ranking dos partidos com mais alcance entre os eleitores nas redes sociais, o PRB também lidera, seguido por PSB e PSDB.  

   

Entre as mais conhecidas redes sociais, o Facebook é a principal ferramenta, com alcance médio de 63 mil curtidas por página oficial dos eleitos para a Câmara. A surpresa ficou com o Instagram, que mesmo não tendo sido amplamente utilizado na campanha de 2014, passou o Twitter e aparece como a segunda rede mais acessada pelos parlamentares entrevistados. 

Na abordagem qualitativa, a maior parte dos entrevistados declara consumir múltiplas fontes de informação na internet. Quando o tema é confiança, os jornais impressos continuam na liderança, com três vezes mais confiança do que publicações alternativas, como blogs e páginas de internet. O levantamento foi feito entre dezembro de 2014 e maio de 2015 nas redes sociais utilizadas pelos deputados eleitos.

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