Deputados eleitos admitem ´erros formais´ em contas

Alguns dos 19 deputados estaduais e federais, eleitos ou reeleitos por São Paulo, que estão na mira da Procuradoria Regional Eleitoral, setor do Ministério Público Federal, admitiram "erros formais" em suas prestações de contas. Eles são investigados por terem supostamente recebido doações de campanha ilegais de empresas. A maioria do grupo, no entanto, informou que suas contas foram aprovadas pela Justiça. E todos negaram abuso de poder político e econômico, apurou o Estado. Salim Curiati (PP), estadual paulista no 10º mandato, disse que ?jamais foi acusado de mau comportamento, desvio de verba, mensalão?. O federal Valdemar Costa Neto (PL), por meio de sua assessoria, informou que ?não comentará iniciativas do Ministério Público ou matérias que estão sendo apreciadas pelo Judiciário?. O federal Paulinho da Força (PDT), afirmou que ?soube que entraram (com ação)?. Seu advogado, Fernando Araneo, observou que ?as contas do Paulinho foram aprovadas?. Silvio Torres (PSDB), reeleito federal, contou que providenciou os papéis exigidos para regularizar suas contas, mas esbarrou no prazo apertado dado pelo TRE. O advogado do federal Renato Amary (PSDB), Lásaro Paulo Escanhoela Júnior, disse que suas contas foram rejeitadas, mas já entrou com recurso. Haifa Madi (PDT), estadual, informou que vai recorrer. O estadual reeleito Conte Lopes (PTB) criticou o rigor da legislação. "Está mais difícil assumir o mandato que ganhar a eleição". "A função do procurador é essa, de fustigar, e cabe a nós nos defender e mostrar que está tudo correto", disse o federal eleito Jorge Maluly (PFL). "Nossas contas foram aprovadas", assegurou o federal Guilherme Campos Júnior (PFL). Os tucanos Fernando Barrancos Chucre e Celso Giglio, federal e estadual, e o estadual Alex Manente (PPS) atribuíram os problemas a "equívocos formais". José Antonio Dias Toffoli, advogado do estadual Vinícius Camarinha (PSB), disse que provará a inocência dele. A federal Aline Correa e os estaduais José Domingos Bittencourt (PDT) e Major Sérgio (PV) não se manifestaram. A assessoria jurídica de José Abelardo Camarinha (PSB), federal, disse que ele não transgrediu a lei. Vanessa Damo (PV) e Bispo José Bruno (PFL) não foram localizados.

Agencia Estado,

04 Janeiro 2007 | 09h26

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