Deputados e senadores tomam posse e elegem presidentes

Câmara e Senado realizam nesta quinta-feira a cerimônia de posse dos 513 deputados federais e 27 senadores. Também serão escolhidos, no mesmo dia, os presidentes das duas Casas pelos próximos dois anos. No Senado, o evento está previsto para começar às 10 horas e, como o número de senadores eleitos é pequeno - por conta da renovação de apenas um terço - a eleição deve ser feita logo em seguida. Já a Câmara teve de dividir o evento em duas partes. Às 10 horas, será realizada a solenidade de posse e, às 15 horas, a eleição do presidente e dos outros membros da Mesa Diretora. A votação nas duas Casas e, pela primeira vez, a Câmara fará uso de uma urna eletrônica. No Senado, os votos serão contados no método tradicional: cédulas de papel. Para que o deputado chegue à presidência da Câmara, são necessários 257 votos, o que equivale à metade mais um dos 513 deputados. Se nenhum dos candidatos atingir esse número, haverá segundo turno, com os dois mais votados. Ganha quem conseguir metade de um quórum mínimo de 257 parlamentares. Já a presidência do Senado leva quem tiver maioria de votos: 41 senadores. Há dois candidatos à presidência do Senado: Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiado pelo governo e que tenta a reeleição, e José Agripino Maia (PFL-RN), candidato da oposição. Renan é o favorito e deve ganhar, mas a vantagem em relação ao adversário deve ser pequena, uma vez que a nova legislatura está mais equilibrada entre oposicionistas e governistas. Na Câmara, a disputa está mais acirrada. São três candidatos na briga: Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que tenta a reeleição, Arlindo Chinaglia (PT-SP), cuja candidatura dividiu a base aliada, e Gustavo Fruet (PSDB-PR), candidato da terceira via. A tendência é que haja dois turnos e os favoritos são Aldo e Chinaglia. Caso este cenário se confirme, o PSDB, partido de Fruet e com 64 deputados, será decisivo. Enquete feita pelo Estado e publicada no último domingo com 416 dos 513 deputados dava 174 votos para Chinaglia (41,8%), 113 para Aldo (27,2%) e 80 para Fruet (19,2%). Outros 47 se disseram indecisos (11,3%) e 2 votariam em branco (0,5%). Pauta de votação Após a posse e a eleição dos presidentes e dos membros das respectivas Mesas, a Câmara e o Senado têm na pauta de votação uma lista de Medidas Provisórias e projetos importantes para o governo. Uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mobilizar sua base aliada no Congresso para votar as reformas política e tributária. Algumas medidas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) - anunciado no último dia 22 - também dependem de aprovação do Congresso. Uma questão polêmica que deve ir à votação é o aumento dos salários dos parlamentares, que foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Outro ponto importante é a proposta que institui o voto aberto em todas as votações do Congresso, que precisa ser aprovada em segundo turno pelo plenário.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.