Deputados do Rio vão investigar tráfico de armas

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro instalou hoje a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o trafico de armas, explosivos e munições no Estado. A comissão pedirá uma lista dos investigados administrativamente por tráfico de armas, nos últimos dez anos, às Forças Armadas, Polícias Federal, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e Sistema Penitenciário.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

14 de março de 2011 | 20h06

As listas deverão conter as armas apreendidas e a situação judicial e administrativa de cada caso. Os parlamentares aprovaram também a convocação de todos os acusados de envolvimento com o tráfico de armas da Operação Guilhotina, feita pela Polícia Federal. Uma entrevista com o especialista em armas da ONG Viva Rio, o sociólogo Antônio Rangel Bandeira, acontecerá para que ele conte seu ponto de vista sobre o problema aos parlamentares.

Foi sugerido pelos membros da CPI que representantes dos comerciantes e da indústria das armas também sejam chamados a fazer exposições. Foi aprovado o envio de ofício à Secretaria de Segurança Pública, pedindo a relação de armamentos apreendidos na operação realizada em novembro no Complexo do Alemão. E uma solicitação, à Polícia Civil, dos nomes dos dois agentes envolvidos no sumiço dos fuzis doados à corporação pela Marinha, e que foram parar nas mãos de traficantes de drogas na mesma comunidade.

O Presidente da CPI será o deputado Marcelo Freixo (PSol), com o deputado Wagner Montes (PDT) para a relatoria dos trabalhos. Os dois são os autores do requerimento que deu origem ao grupo de investigação. Zaqueu Teixeira (PT) foi eleito vice-presidente.

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