Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Deputados do PT sugerem a Haddad agenda metropolitana de transportes

Bancada quer aproveitar estudos elaborados sobre a região vizinha para integrar programa de governo do petista na capital

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2012 | 18h34

Um dos temas centrais que o PT pretende explorar na campanha do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, trânsito e transportes, será ampliado para além dos limites da capital paulista. Em reunião com a bancada petista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nessa terça-feira, 10, Haddad recebeu sugestões de que adote uma abordagem metropolitana e integrada ao falar sobre mobilidade urbana.

 

"O tema central foi a preocupação com a Região Metropolitana. Eles acham que, sobretudo em algumas temáticas, citaram saúde e transporte, temos também que nos valer do diagnóstico feito pela nossa bancada na Alesp", disse Haddad ao sair da reunião que durou cerca de duas horas.

 

"A bancada manifestou o apoio e se colocou à disposição naquilo que nós podemos colaborar efetivamente para a campanha, por exemplo, na questão da mobilidade urbana", disse o líder do PT na Alesp, deputado Alencar Santana.

 

Santana disse que a principal colaboração será "fazer um diagnóstico do apagão no transporte que a Grande São Paulo vive, em especial a capital, com os recorrentes problemas na CPTM e no Metrô."

 

Segundo Haddad, prefeitos de cidades da Região Metropolitana de São Paulo, que tem 39 municípios ao todo, devem ser ouvidos na elaboração do diagnóstico. A Presidência do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, entidade criada ano passado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), é do prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD).

 

A área técnica da bancada petista na Alesp prepara um documento com dados oficiais do governo sobre o estágio do transporte metropolitano - investimento, malha, projetos futuros e abandonados no passado - para colaborar na campanha e influenciar o programa de governo de Haddad. O ex-ministro afirmou que, provavelmente, prefeitos da Grande São Paulo sejam convocados a conhecer e validar o trabalho.

 

"Se propôs que nós fizéssemos um diagnóstico da capital, mas não deixássemos de considerar o papel que o prefeito de São Paulo tem de ter em liderar o processo de transformação do transporte público na Região Metropolitana", disse Haddad. "É importante que prefeitos nossos e que não sejam do PT possam incidir sobre a temática e fazer um diagnóstico mais amplo."

 

Transporte público é um dos temas mais citados por Haddad quando ataca a gestão Serra/Kassab. Na segunda-feira, 9, à noite, em Cidade Ademar, zona sul, ele criticou a subutilização do corredor de ônibus da Avenida Cupecê. Haddad disse que apesar de intermunicipal e construído pelo Estado, ele não tem pista de ultrapassagem, como defende o ex-governador e pré-candidato do PSDB, José Serra.

 

Entre os colaboradores para a área de transportes, Haddad tem apoio do vereador Chico Macena, do deputado federal e ex-prefeito de Diadema, no ABC, Filippi, do professor da FGV, Ciro Biderman, do deputado federal e ex-secretário municipal de Transportes, Carlos Zarattini e do deputado estadual José Zico Prado.

 

Coligações. De acordo com o deputado Alencar Santana, os 18 parlamentares presentes na reunião não conversaram com Haddad sobre a formação de alianças partidárias nas eleições. Santana disse que coligações devem ficar a cargo da direção do PT municipal, estadual e nacional. A saúde pública também foi tratada como prioridade no encontro de Haddad com os deputados.

 

 

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