Deputados do PT classificam decisão de Cunha sobre impeachment como retaliação e pretendem ir ao STF

Para petistas, anúncio do presidente da Câmara foi uma reação à decisão anunciada pela bancada do partido na Câmara de que votaria contra o peemedebista no Conselho de Ética

Igor Gadelha, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 19h15

BRASÍLIA - Deputados do PT classificaram o deferimento dos pedidos de impreachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 2, como uma "retaliação" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao voto da bancada do PT contra ele no Conselho de Ética da Casa, onde o peemedebista é alvo de representação por quebra de decoro parlamentar. Parlamentares petistas avaliaram que o argumento utilizado por Cunha não se sustenta e anunciaram que pretendem ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar o processo de afastamento de Dilma.

"Essa foi uma atitude revanchista do presidente da Câmara", afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). "O anúncio é resultado do abuso de poder que o presidente da Câmara vem praticando desde que assumiu a Casa. O argumento justificado por ele não se sustenta", disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ). O petista ressaltou que, se preciso, o PT "baterá a porta do Supremo" para barrar o processo. "Cunha, associado a partidos da oposição, que dar o golpe", afirmou, lembrando que a sigla estudará medidas internas para barrar o processo também no plenário da Câmara.

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