Deputados do DEM dão apoio a CPI contra Yeda

Os deputados estaduais Paulo Borges e Marquinho Lang, do DEM, assinaram ontem o requerimento para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar supostas irregularidades no governo de Yeda Crusius (PSDB). Com isso, a proposta de CPI feita pela bancada do PT passa a ter 16 das 19 assinaturas necessárias para ser aprovada. A 17ª, do deputado Paulo Azeredo, do PDT, também é certa. Entenda o caso envolvendo YedaO quadro, no entanto, permanece sem indicativos de que a comissão será aprovada. Todas as 17 adesões eram esperadas. Os deputados favoráveis à CPI ainda trabalham para obter os apoios que faltam entre Gerson Burmann (PDT), Cassiá Carpes (PTB) e Nelson Härter (PMDB). Nenhum deles, porém, indicou intenção de assinar, caso não surjam fatos novos nos próximos dias. Os dois deputados do DEM, Borges e Lang, prometiam ser 18º e 19º signatários para garantir sua aprovação, quando a proposta tivesse o apoio de 17 colegas. Mas uma nova polêmica envolvendo o vice-governador Paulo Afonso Feijó, que é filiado ao partido, antecipou a decisão, que se transformou em um contra-ataque ao deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB), aliado de Yeda.Na quarta-feira, Feijó foi acusado de improbidade administrativa por Rodrigues, que ameaça pedir seu impeachment. O vice de Yeda é sócio da APF Participações, que prestou consultoria remunerada à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) entre 2007 e 2008, o que, segundo o tucano, seria vedado pela legislação.O advogado de Feijó disse que a vedação é limitada a negócios com estatais, o que não é o caso da Ulbra. E Feijó distribuiu nota lembrando que é acionista minoritário e não é diretor da empresa.CAIXA 2 O ex-presidente estadual do PSDB Bercílio Silva e o tesoureiro da campanha de Yeda, Rubens Bordini, defenderam a legalidade das doações recebidas em 2006. Mostraram relatórios enviados ao TRE e explicaram que o dinheiro foi entregue ao partido e registrado na prestação de contas do PSDB.No entanto, manifestantes conduziram ontem, no início da noite, 860 velas pelas ruas centrais da cidade para lembrar os 860 dias de "agonia" que o atual governo teria representado para o Estado. Eles pedem que Yeda se afaste do governo ou o processo de impeachment seja aberto pela Assembleia.

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