WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Deputados da base também evitam registrar presença para votar denúncia contra Temer

Objetivo é tentar provocar o adiamento, para deixar Temer 'sangrando' por mais tempo

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2017 | 13h01

BRASÍLIA - Alguns deputados de partidos da base aliada também aderiram à estratégia da oposição de não registrar presença na sessão plenária desta quarta-feira, 25, da Câmara, em que está marcada a votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.

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O Broadcast Político constatou pelo menos três casos. Um deles foi o deputado Elmar Nascimento (BA), que é do DEM, mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ). A reportagem ouviu Nascimento dizer, no cafezinho do plenário, que só iria marcar presença após ter pendências no governo resolvidas. 

Os deputados Jutahy Júnior (BA) e Vanderlei Macris (SP), ambos do PSDB, também foram vistos no plenário, mas não registraram presença. "Só às 15 horas", justificou Jutahy. Os dois tucanos votaram contra Temer na primeira denúncia e devem repetir o voto na segunda.

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Deputados da oposição estão na Câmara, mas também não registraram presença no plenário da Casa. O objetivo é tentar provocar o adiamento da votação da denúncia, para deixar Temer "sangrando" por mais tempo. Juntos, opositores reúnem cerca de 120 deputados.

A sessão para votação da denúncia já foi aberta antes das 10 horas da manhã. A discussão da matéria, inclusive, já foi encerrada. No entanto, para que a votação comece de fato pelo menos 342 dos 513 deputados devem marcar presença no plenário. Até 11h42, porém, apenas 271 parlamentares tinham registrado. 

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