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Deputados criticam novo relatório da reforma tributária

A nova versão do relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) provocou a crítica de diversos deputados da Comissão Especial da Reforma Tributária, que discordaram da retirada de alguns temas que, segundo o relator, estariam aguardando a decisão dos governadores. Todos os que fizeram críticas atribuíram as mudanças a uma exagerada influência do Ministério da Fazenda sobre a proposta do relator. O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), por exemplo, reclamou a retirada de dispositivos de garantias dos contribuintes. De acordo com ele, a desoneração dos bens de capital anunciada por Guimarães como a principal novidade da quarta versão do relatório "parece mais uma carta de intenções do que uma efetiva desoneração". O deputado Delfim Neto (PP-SP) também defendeu a manutenção das garantias dos contribuintes. O novo texto irritou ainda o deputado Sandro Mabel (PL-GO) que, apesar de integrar a base aliada do governo, acusou a nova versão do relatório de desfigurar a reforma. "Tudo o que foi acertado foi retirado ou remetido para lei complementar e isso provoca uma enorme insegurança", disse Mabel. Ao ser dito a Mabel que alguns itens só foram retirados para serem discutidos pelos governadores, o deputado reagiu dizendo que "se tirou do relatório, ficou fora do Congresso Nacional". Mabel criticou principalmente o fato de terem sido retirados dispositivos que tratam da desoneração de bens de capital e da concessão de incentivos fiscais dos governos estaduais para a indústria.O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) foi enfático em seu pronunciamento. "Parece que o Ministério da Fazenda falou alto e os avanços do seu texto foram retirados", disse o deputado.

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