Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Deputado volta a descartar uso da AGU em defesa

Cunha diz ter advogado próprio e também nega acesso antecipado à lista da Kroll; CPI atribui fim de serviços a ‘ilações’

Beatriz Bulla e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 22h03

Brasília - A assessoria de imprensa da Presidência da Câmara informou, por meio de nota, que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “reagiu prontamente” ao pedido protocolado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para anular provas contra o deputado produzidas na investigação relativa à Operação Lava Jato.

Segundo a nota, Cunha já alertou que a AGU não está autorizada a representá-lo. “Essa ação da AGU motivou, inclusive, o rompimento do convênio entre a Câmara e Advocacia-Geral para ações em tribunais superiores. Já é público que a defesa pessoal do presidente é feita pelo escritório do advogado Antonio Fernando de Souza”, escreveu a assessoria.

Kroll. Em relação aos serviços da empresa de espionagem Kroll à CPI da Petrobrás, Cunha negou ter conhecimento prévio do conteúdo do trabalho. Questionado se a lista não revelaria a intenção da comissão de pressionar delatores que citaram políticos, Cunha disse que “isso é com a CPI”. “Não comento o trabalho da CPI.” 

Para o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), “falsas ilações” e “especulações” na imprensa foram os motivos para que a empresa a Kroll desistisse da renovação do contrato. Motta negou que os valores gastos até o momento com a consultoria, que superaram R$ 1 milhão, tenham sido desperdiçados. 

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