Deputado quer afastar delegado que investiga morte de prefeito

O deputado federal Salvador Zimbaldi (PSDB) deve pedir hoje ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) o afastamento imediato do delegado seccional de Campinas, Osmar Porcelli, das investigações sobre a morte do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. O prefeito foi assassinado no último dia 10, na Avenida Mackenzie, próximo à Rodovia Dom Pedro I. Zimbaldi disse que também irá solicitar o afastamento de Porcelli da delegacia. O deputado comunicou a decisão na manhã de hoje, em um discurso na Câmara Municipal, durante a filiação ao PSDB do ex-secretário municipal de Cooperação Nacional, Manoel Carlos Cardoso. Segundo ele, Porcelli "mostrou-se desequilibrado", e não pode continuar no caso. O deputado se refere a uma discussão do delegado com uma repórter de um jornal de Campinas. Ele não teria gostado de uma foto sua publicada no jornal, em que aparece coçando os olhos, e teria destratado a jornalista. O caso foi relatado em uma reportagem no jornal de hoje. "Vou levar esse jornal para o governador ver", comentou Zimbaldi. Ele disse que será recebido por Alckmin esta tarde. Segundo o deputado, seu pedido de afastamento do delegado será comunicado também ao secretário estadual de Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi. "Temos bons delegados em Campinas para assumir a Seccional. Osmar Porcelli é de São Paulo, o que complica, porque ele tem de se deslocar entre as duas cidades diariamente", alegou. Investigações A polícia civil de Uberlândia, em Minas Gerais, confirmou hoje que as impressões digitais encontradas no Vectra prata, abandonado perto do local da morte do prefeito de Campinas e que havia sido roubado em abril em Uberlândia, coincide com as de Flávio Aparecido Gardin, fugitivo da penitenciária de Franco da Rocha, preso na terça-feira em Uberlândia por assalto. Gardin havia usado o Vectra para praticar vários assaltos em Uberlândia. A polícia de Campinas quer descobrir agora se os ocupantes do carro, entre eles o fugitivo, participaram do assassinato do prefeito. Cerca de 20 minutos antes, eles tentaram roubar um outro Vectra, de cor verde, no bairro Chácara da Barra, perto da rua onde Toninho foi morto. Chegaram a bater no carro para forçar o motorista a entregá-lo. O motorista do veículo verde fugiu e os assaltantes deram três tiros, calibre 45, contra o automóvel. Segundo o motorista do Vectra verde, cuja identidade é mantida em sigilo, o carro prata era ocupado por dois ou três homens encapuzados. Toninho foi atingido por um dos três tiros dados contra seu Palio de uma pistola nove milímetros. Fotos flagradas por câmeras instaladas em lojas próximas confirmam que o Vectra prata fez várias ultrapassagens irregulares na Avenida Mackenzie, perto do horário do crime, às 22h20. A polícia buscava, no entanto, identificar os ocupantes do carro e obter provas que confirmem alguma ligação com a morte do prefeito.

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