Andre Dusek|Estadão
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Deputado petista pede à Procuradoria suspeição de Gilmar Mendes em processos que envolvem Aécio

Rogério Correia, de Minas Gerais, argumenta que ministro é próximo dos tucanos e que, em diversas ocasiões, já demonstrou 'antipatia ao PT, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente Dilma Rousseff'

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 16h51

BELO HORIZONTE - O deputado estadual de Minas Gerais Rogério Correia (PT) acionou a Procuradoria Geral da República (PGR) com pedido de suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em processos que envolvam o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). A argumentação é que o ministro é próximo dos tucanos e que, em diversas ocasiões, já demonstrou "antipatia ao PT, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente Dilma Rousseff", tradicionais rivais do PSDB.

No último dia 12, menos de 24 horas após acatar pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abertura de inquérito contra Aécio Neves por supostas irregularidades na estatal do setor elétrico Furnas, Gilmar suspendeu a realização de diligências, depoimentos e mandou o pedido de investigação para reavaliação do procurador-geral. Decisão foi tomada depois de argumentação da defesa de Aécio Neves, que apontou ausência de elementos novos para a abertura do inquérito.

Em nota divulgada no dia 16, o ministro disse que não mandou cancelar o inquérito. "Trata-se de mera suspensão de diligências. Não houve cancelamento de absolutamente nada", disse. O episódio também foi citado no pedido do deputado Rogério Correia à PGR. "Se realmente quiser que Aécio Neves seja investigado, Janot tem que pedir a suspeição de Gilmar Mendes", afirmou o deputado.

O pedido de investigação feito pela Procuradoria se baseia na  delação premiada do senador cassado Delcídio Amaral (sem-partido-MS), Aécio foi beneficiário de um "grande esquema de corrupção" na empresa. O tucano nega. O pedido chegou ao ministro por distribuição eletrônica.

Contactada pela reportagem, a assessoria de Aécio Neves informou que o senador não vai comentar o pedido feito por Rogério Correia.

Na manhã da quinta-feira, 19, a assessoria do STF disse ao Estado que "o ministro não falará sobre o assunto".

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