Deputado pede desculpas por "palavras de baixo calão" em CPMI do Cachoeira

Sílvio Costa confirmou insultos ao senador Pedro Taques e reclamou de ter sido interrompido durante reunião para ouvir Demóstenes Torres

Agência Brasil,

05 de junho de 2012 | 11h55

Brasília - O deputado Sílvio Costa (PTB-PE), que na semana passada insultou o senador Pedro Taques (PST-MT), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, pediu desculpas na reunião de hoje (5) por usar "palavras de baixo calão" contra o senador. "Usei palavras de baixo calão e tenho obrigação de pedir desculpas, não apenas ao senador, mas também ao plenário", disse. "Não repetiria as palavras, que não fazem parte do meu vocabulário", completou, durante a reunião desta terça-feira destinada a ouvir testemunhas.

O deputado, no entanto, reclamou de ter sido interrompido durante sua fala na reunião marcada para ouvir Demóstenes Torres (sem partido-GO) e confirmou os insultos dirigidos ao senador, investigado pela CPMI. O presidente em exercício da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), criticou a atitude de Sílvio Costa e disse que a estratégia usada na semana passada de manter as perguntas, mesmo diante da decisão de Demóstenes de permanecer em silêncio, só não foi cumprida devido ao "exagero" adotado pelo deputado.

"Eu gostaria de chamar a atenção de Vossa Excelência e dizer que a estratégia era a do debate e o senhor atrapalhou porque usou um tom indevido. Recebo sua reclamação de ter sido interrompido indevidamente, mas o tom utilizado é inadequado", destacou.

O pedido desculpas não foi aceito pelo senador Pedro Taques. "O senhor deveria pedir desculpas aos seus eleitores lá de Pernambuco que o colocaram aqui", disse o senador, que criticou a atitude de Sílvio Costa de atacar Demóstenes diante da atitude de permanecer calado diante dos questionamentos feitos pelos membros da CPMI. "Não há parlapatões que me farão abrir mão dos princípios constitucionais", respondeu Taques. "Respeito é bom e você só pode exigir respeito de quem tem alguma coisa a ofertar", disse o senador Taques.

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