Deputado Paulo Rocha não sabia de origem ilícita, diz defesa

Advogado de sua assessora diz que denúncia parece 'roteiro de novela', e emendou: 'mas não estamos em novela'

23 de agosto de 2007 | 12h11

Márcio Luiz Silva, advogado do deputado federal Paulo Rocha (PT-PA), afirmou, nesta quinta-feira, 23, que seu cliente nunca negou o recebimento de recursos ou ter assinado recibos, e agiu dentro de uma instituição oficial. "Agiu com transparência", afirmou. Márcio Luiz disse ainda que Rocha só não sabia que o dinheiro tinha origem ilícita.   O deputado está entre os 40 acusados de envolvimento no mensalão porque sua assessora Anita Leocádia aparece como sacadora de cerca de R$ 400 mil da conta de empresas de publicidade de Marcos Valério.   Veja também:   Advogado pede para STF separar 'mensaleiro de inocente mensageiro' Defesa não está tomada de 'delírio coletivo', diz advogado de Costa Neto 'Nunca vi esse tipo de diálogo', diz ministro sobre troca de mensagens Fotógrafo flagra conversa entre ministros e STF proíbe fotos STF tem segundo dia de julgamento do mensalão Supremo tende a aceitar ação contra os 40 mensaleiros CONJUR: Indícios bastam para que denúncia seja aceita Veja imagens do julgamento  Íntegra do relatório do ministro Joaquim Barbosa   Quem são os 40 do mensalão   Saiba como o STF vai examinar a denúncia do 'mensalão' Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão      À época, o deputado assumiu que usou o dinheiro para pagar dívidas do partido no Pará por conta de campanhas eleitorais. Rocha é acusado de lavagem de dinheiro e renunciou ao mandato para se livrar da cassação. Foi reeleito para mais quatro anos de mandato em 2006.   Em seguida, o advogado da assessora de Rocha, Luiz Maximiliano, desqualificou a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando de Souza comparando-a a um roteiro de novela. "Mas não estamos em uma novela", remendou. Ele defende que no caso em questão não há lavagem de dinheiro porque sua cliente não tinha conhecimento de que estava praticando ato ilícito: "houve apenas saque e depósito de dinheiro, e não ocultação".   O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento.   Segundo Jefferson, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.   O Supremo Tribunal Federal (STF) está no segundo dia do julgamento para decidir sobre a instauração de ação penal contra os 40 investigados no escândalo do mensalão.    

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