Deputado nega participação em caso de Dourados-MS

O Primeiro Secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ary Rigo (PSDB), afirmou que não apontou qualquer autoridade do Estado em esquema de corrupção na cidade de Dourados, conforme mostra os quatro vídeos divulgados ontem na internet. "A gravação foi editada e, por isso mesmo, o seu conteúdo não traduz a conclusão apresentada".

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 18h16

Ele compareceu na sessão ordinária de hoje da Casa sob gritos de "Rigo ladrão, cadeia é a solução". Os trabalhos legislativos foram suspensos por ele. Em seguida, Rigo distribuiu nota sobre o episódio, enquanto membros de 14 entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), continuaram no plenário por quase meia hora.

A gravação foi feita no mês passado em um hotel da cidade de Maracaju, na região leste de MS, propriedade da irmã de Rigo. Na ocasião, os vereadores de Dourados haviam terminado os trabalhos da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) da Saúde, concluindo que o prefeito do município, Ari Valdecir Artuzi (sem partido), estava retirando R$ 2 milhões por mês do setor de saúde pública para a chamada "farra das propinas", o que justificava a cassação.

Na nota, Rigo diz que "acreditava que estava tendo uma conversa privada e reservada com pessoa de extrema confiança e que queria ajudar o amigo e chefe Ari Valdecir Artuzi". O parlamentar explica ainda que a conversa era com o ex-secretário de governo da Prefeitura Municipal de Dourados, Lenadro Passaia, preocupado com a provável cassação de Artuzi pela Câmara Municipal.

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