Deputado nega envolvimento na máfia de ambulâncias

O deputado Ildeu Araújo (PP-SP) negou nesta quinta-feira envolvimento com o esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos de emendas ao Orçamento da União. Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o parlamentar esclareceu que recebeu uma denúncia de que seu ex-assessor Marco Antônio Amorim de Carvalho teria usado seu nome para propor a participação de uma empresa em licitação para a compra de ambulância para o Hospital Humanitária de Limeira, em São Paulo. Ele disse também que o ex-assessor teria forçado a compra de uma ambulância para transporte de pacientes sob a responsabilidade da Prefeitura de Mira Estrela. "Um ano antes de se ouvir falar em sanguessugas eu exonerei o assessor", afirmou. Em depoimentos à CPI dos Sanguessugas, o empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, disse que seu sócio Ronildo Medeiros havia feito um depósito de R$ 19,2 mil na conta bancária do assessor de Ildeu Araújo, Marco Antônio de Araújo, no segundo semestre de 2005, como pagamento de comissão ao deputado. O parlamentar nega a versão de Vedoin. Ele afirmou que o empresário deve ter confundido Marco Antônio de Araújo com o ex-assessor Marco Antônio Amorim de Carvalho. O deputado esclareceu que Marco Antônio de Araújo, responsável pelo seu escritório em Americana (SP), apresentou extratos de suas contas bancárias e que não há nenhum depósito dos donos da Planan. "Meu assessor nunca recebeu o depósito citado por Luiz Antonio Vedoin, como demonstram a quebra de sigilos e os extratos da conta-corrente. Se me provarem que existe algum depósito em nome de Marco Antônio Araújo na minha conta ou de qualquer familiar, eu renuncio ao mandato agora", afirmou. O relator do processo de cassação do deputado Ildeu Araújo na Comissão de Ética, deputado José Carlos Araújo (PL-BA), informou que vai arrolar como testemunha o ex-assessor Marco Antônio Amorim de Carvalho. Marco Antônio de Araújo foi indicado pelo acusado como testemunha do processo. "Os depoimentos de ambos são peças-chave no processo", disse o relator. O deputado Ildeu Araújo negou conhecer o empresário Luiz Antônio Vedoin, mas confirmou que conheceu o pai de Vedoin, Darci Vedoin, em um corredor da Câmara dos Deputados e que depois não voltou a se encontrar com ele.

Agencia Estado,

07 Dezembro 2006 | 20h50

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