Deputado marca para dia 26 audiência com denunciantes de Orlando

Oposição aproveitou brecha da base aliada para convidar o policial João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira a prestarem esclarecimentos na Câmara

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

19 de outubro de 2011 | 12h21

O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), marcou para a próxima quarta-feira, 26, a audiência com o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira. Eles denunciaram um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo que teria como mentor o ministro do Esporte, Orlando Silva.

 

O convite aos dois denunciantes foi aprovado na manhã desta quarta-feira, 19, em um cochilo da base aliada. A oposição aproveitou a ausência de parlamentares governistas e pediu a inversão de pauta. Os requerimentos foram votados sem nenhum debate.

 

Os líderes da oposição esperavam fazer a audiência já nesta quinta-feira, 20, mas o presidente da comissão optou por deixar para a próxima semana porque o colegiado poderia ficar esvaziado. "Nós preferimos deixar para a próxima semana porque amanhã temos duas subcomissões que estarão em viagem, então a comissão estaria esvaziada e nós não queremos isso.

 

Apesar de governista, o presidente da comissão diz estar "cumprindo seu papel" ao ter permitido a votação. "Não podemos ficar omisso. A comissão tem seu papel e acho que conduzi a reunião com correção". Ele lembrou que já tinha avisado durante o depoimento de Orlando Silva ontem que o convite aos acusadores seria votado na manhã de hoje.

 

Como são convidados, João Dias Ferreira e Célio Soares Pereira não são obrigados a comparecer. O policial, porém, encontrou-se nesta terça-feira, 18, com líderes da oposição e manifestou disposição em prestar depoimento. Ele ainda não apresentou nenhuma prova das acusações e cancelou depoimento que daria à Polícia Federal. A expectativa é que ele compareça à PF nesta quinta.

 

O ministro do Esporte tem negado as acusações e chama João Dias de "bandido". Orlando destaca que foi o ministério quem descobriu supostas fraudes nas entidades do policial e pediu ressarcimento aos cofres público.

 

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