Deputado Goergen licencia-se do diretório estadual do PP

O parlamentar pretende convocar uma entrevista coletiva na segunda-feira

Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 17h15

Brasília - O deputado Federal Jerônimo Goergen (PP-RS) informou neste sábado, 7, por meio de nota, que se licenciou do Diretório Estadual do PP. O parlamentar pretende convocar uma entrevista coletiva na segunda-feira, ainda sem hora definida, para dar mais explicações.

No comunicado divulgado à tarde, afirmou que fará tudo para provar sua inocência e trabalhará duro "para destruir essa conspiração". "Estarei à disposição da Justiça e da CPI da Petrobras para prestar todas as informações necessárias. Sou, inclusive, um dos signatários desta Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou.

Leia, a seguir, a íntegra da nota:

"O momento me obriga a fazer alguns esclarecimentos. Muitas pessoas opinam se devo ou não falar. Eu sinto que devo e queria comunicar aos meus companheiros gaúchos do Partido Progressista o que comuniquei ao presidente Celso Bernardi. Tomei a decisão de me licenciar do Diretório Estadual, para que eu possa prestar todas as informações necessárias quanto ao episódio. Pela coerência política que me é peculiar serei o primeiro a agir.

Não posso deixar de falar também que me surpreendeu o fato de que meu nome foi citado somente em 12/02, num processo longo que chegava ao seu final. E justamente no momento em que travei embates e debates internos com o governo.

O doleiro cita que o dinheiro ia para líderes de três grupos, dos quais eu nem deputado federal era. Repito. Os deputados José Janene, João Pizzolatti, Mário Negomonte e Pedro Henry foram líderes da bancada do PP antes de eu ser deputado. E Nelson Meurer derrubamos em maio de 2011, no início do meu primeiro mandato. E meu nome surge na Lava Jato dia 12 de fevereiro de 2015. Agora no fim.

Outro absurdo é que quando há citação de meu nome houve um movimento do líder Pedro Henry para obstruir votação e garantir nomeações na Petrobras. Nesse momento também exercia mandato de deputado federal.

Mas o que mais me intriga foram as matérias jornalísticas dizendo que o Palácio do Palácio confirmou alguns nomes que viriam na lista, caso do presidente do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Como o governo já sabia antes? Farei tudo para provar minha inocência e trabalharei mais duro ainda para destruir essa conspiração. Estarei à disposição da Justiça e da CPI da Petrobras para prestar todas as informações necessárias. Sou, inclusive, um dos signatários desta Comissão Parlamentar de Inquérito.

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