Deputado estadual do MT nega ter bancado estudo do VLT em Cuiabá

José Riva diz que apenas convidou a T’Trans para dar explicações sobre o caso

Fátima Lessa, especial para O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2011 | 22h50

CUIABÁ - O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Riva (PSD), negou que tenha pagado o estudo encomendado à T’Trans e que apenas convidou os técnicos da empresa para explicar a viabilidade de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) em Cuiabá.

 

Em entrevista coletiva na quarta-feira, Riva disse que nada foi pago à T’Trans. O parlamentar contou que, desde 2008, quando surgiu a ideia de Cuiabá receber um meio "de transporte moderno, seguro e viável, foram realizadas três audiências públicas para debater o assunto".

 

O deputado disse também que, à época da vinda dos técnicos, solicitou apenas que fosse feito o reembolso das despesas com passagens aéreas. Para ele, a empresa poderá participar do processo de licitação se assim desejar.

 

"Em que pese no meu entendimento, acho difícil uma empresa brasileira ganhar de empresas chinesas ou coreanas, que conseguem preços melhores", disse acrescentando que nada impede que a T’Trans, assim como outras interessadas, participem. "Aliás, temos muito a agradecer a atenção da T’Trans que se prontificou a ajudar Mato Grosso nesse contexto", afirmou.

 

Lobby. Riva negou que tenha recebido algo da empresa para fazer lobby. O parlamentar disse que é "apenas um defensor ferrenho de ações benéficas a Mato Grosso. E, nesse caso, diante das inúmeras discussões, fui convencido de que o VLT é o mais viável para Cuiabá".

 

Ele argumentou ainda que não se pode apenas pensar em Copa do Mundo, porque em Cuiabá haverá somente quatro jogos.

 

Para ele, o legado que a Copa deixará para Cuiabá será o sistema de transporte moderno e eficiente para a população. "Cuiabá é uma das capitais que mais cresce no Brasil. E tenho certeza que São Paulo e Curitiba não querem o BRT (linha rápida de ônibus)", apontou.

 

O deputado disse que vai continuar defendendo o VLT, pois matérias como "as do Estadão não vão me intimidar. É preciso mostrar a verdade".

 

"Têm empresários que já propuseram executar as obras do VLT e a sua operacionalidade a custo zero para o Estado, como também aceitam concessionar o VLT e pagar o empréstimo que o Estado fizer para construí-lo. Por isso, ele é viável", afirmou.

 

Segundo ele, o custo de implantação do VLT é estimado em R$ 700 milhões, sendo o custo total das obras de R$ 1,2 bilhão, incluindo a infraestrutura urbana. "Para o BRT são divulgados somente os R$ 489 milhões previstos para a construção dos corredores, não estando inclusos os custos dos ônibus, das desapropriações e mobilidade urbana. Fatores que automaticamente encarem o sistema de ônibus articulado", afirmou.

 

Portanto, segundo ele "não existe essa diferença de R$ 700 milhões e precisamos ter competência para explicar isso".

 

 

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