Deputado é condenado por cobranças indevidas no RJ

O deputado estadual do Rio de Janeiro Jorge Luiz Hauat (PTN), conhecido como Jorge Babu, foi condenado ontem pelo Tribunal de Justiça do Rio a três anos e dez dias-multa em regime aberto pelos crimes de formação de quadrilha e concussão (exigir vantagem indevida em razão de cargo público). Foi determinado também a perda do mandato do parlamentar.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 08h44

A ação diz respeito à acusação de cobrança de vantagens de empresários do setor de diversões em troca de autorização para a realização de eventos, principalmente bailes funk. A pena do deputado foi revertida em prestação de serviço comunitário.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ), Babu associou-se a um bando conhecido como "Três Mosqueteiros", integrado por funcionários públicos que atuavam na 1ª Vara da Infância e da Juventude e cobravam um "mensalão" em dinheiro, ingressos para espetáculos e outras vantagens para a autorização de eventos ou para evitar a fiscalização. O denunciado, vereador até então, intermediou especificamente a cobrança para a realização de bailes funk junto à equipe Furacão 2000.

Wellington Regadas, acusado de chefiar a quadrilha, foi condenado a 11 anos, 11 meses e 60 dias-multa, enquanto os réus Paulo Roberto Medeiros Rolim (policial militar) e Luis Eduardo Soares (funcionário do Departamento Geral de Ações Socioeducativas, Degase) foram condenados a 11 anos e 50 dias-multa, em regime inicialmente fechado. A relatora do processo deu procedência às alegações do MP-RJ, julgando os réus como incursos cinco vezes nos crimes de concussão e formação de quadrilha.

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