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Deputado do PT comprova salários de R$ 70 mil em MG

O escândalo dos altos salários dos 77 deputados estaduais de Minas Gerais ganhou mais um capítulo hoje, com a divulgação, pelo deputado Adelmo Carneiro Leão (PT), líder do partido na Assembléia Legislativa, de sua declaração dos rendimentos em 2001. Conforme o documento apresentado por Leão, a remuneração mensal média foi de cerca de R$ 70 mil, incluindo o vencimento "oficial" de R$ 6 mil e uma série de verbas e benefícios para a chamada "manutenção do mandato". Os salários dos deputados - que variam de R$ 60 mil a R$ 90 mil, dependendo da posição que cada um ocupa na direção da Assembléia - haviam sido revelados de forma anônima, uma vez que os valores foram apresentados ao jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, por um parlamentar que não quis se identificar. Leão tornou públicos os reendimentos, segundo explicou, para deixar o assunto "mais transparente" e mostrar à opinião pública que há deputados dispostos a corrigir "uma grave distorção". Ainda segundo comprovantes de renda mostrados pelo deputado petista, os salários dos parlamentares mineiros subiram entre 1992, período em que ele também cumpriu mandato, e até agora, 228%. A Mesa Diretora da Assembléia, que, depois da divulgação dos altos salários, decidiu reduzir os vencimentos dos deputados para R$ 27 mil - ainda assim, superiores aos dos deputados federais, de R$ 25 mil por mês, o que contraria a Constituição -, não quis se pronunciar sobre o assunto.O deputado Marcelo Gonçalves (PDT), no entanto, criticou a atitude do colega petista, lembrando que os valores dos salários foram definidos em acordo feito em 1999, início da atual legislatura, e assinado por todos os parlamentares. "Aqui não há nenhum santo; todos optaram por receber R$ 60 mil, ou mais, porque quiseram", afirmou Gonçalves. O Ministério Público (MP) estuda o caso e poderá exigir na Justiça que os parlamentares devolvam o que teriam recebido a mais, nos últimos anos.Entidades como a Associação dos Oficiais da Polícia Militar e diretórios de alguns partidos, como o PPS, que tem quatro deputados na Assembléia, recorreram ou ainda irão aos tribunais exigindo o mesmo. O PT também analisa o assunto, e pode forçar os cinco parlamentares a ressarcir os cofres públicos.

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