Câmara dos Deputados
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Deputado do PMDB vai ao STF para ser incluído na comissão do impeachment

Peemedebista Altineu Côrtes (RJ) foi impedido de integrar o colegiado por decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); deputado se filiou à legenda nesta quarta-feira

Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2016 | 16h58

Brasília - O deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ) afirmou na tarde desta quinta-feira, 17, que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser incluído na comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o impediu de ter seu nome incluído entre os 65 membros do colegiado.

Após a definição dos parlamentares que seriam indicados pela bancada do PMDB, o deputado José Priante (PMDB-PA) desistiu da indicação. Com isso, o nome de Altineu, que se filiou nesta quarta-feira ao PMDB, foi colocado para a substituição. Os líderes presentes na sessão concordaram com a troca.

Entretanto, minutos depois, Cunha disse que o procedimento não poderia ser feito, já que seu nome ainda não estava oficializado como membro do PMDB. "Ele tirou meu nome da comissão como se a minha situação não estivesse regularizada. Às dez horas da manhã de hoje, na intranet, meu nome já estava no PMDB, na lista do plenário também", disse o deputado. No site da Câmara, até às 16h30, já depois da formação da comissão, o nome de Altineu ainda constava como "sem partido".

Para o deputado, a decisão do presidente da Câmara tem cunho pessoal, já que Cunha seria padrinho político do prefeito de Itaboraí (RJ), que é seu adversário político. "Cunha não pode tirar no grito uma pessoa legitimamente eleita", criticou. Altineu disse que vai pedir uma liminar ao Supremo para que seu nome seja incluído no colegiado. Ele ponderou que não quer a descontinuidade da comissão do impeachment nem a anulação da sessão, mas apenas sua entrada no lugar de Leonardo Quintão (PMDB-MG), que acabou sendo colocado na vaga.

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