André Dusek
André Dusek

André Moura (PSC) é confirmado como líder do governo na Câmara

Deputado se encontrou com Temer e tem o apoio do maior bloco da Casa, formado pelo 'centrão' e nanicos; informação foi confirmada pelo chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima

Valmar Hupsel Filho, Igor Gadelha e Erich Decat, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 09h38

BRASÍLIA -  O chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, confirmou nesta quarta-feira, 18, a escolha do deputado André Moura (PSC-SE) para a liderança do governo na Câmara.  Mais cedo, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) havia confirmado o nome de Moura, afirmando que a decisão de Temer foi tomada durante a madrugada.

O parlamentar é aliado do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na briga pela vaga, estava o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que inicialmente tinha a preferência da cúpula do governo, como de Moreira Franco, responsável pela área de infraestrutura, e dos partidos da antiga oposição (PSDB, DEM, PPS).

Em meio à pressão do grupo de partidos da Câmara conhecido como "Centrão", Temer já se reuniu na terça, 17, com Moura e Geddel no Planalto para tratar sobre a condução da liderança do governo. O cargo tem, entre outras funções, a de articular com as demais bancadas a votação de projetos de interesse do Executivo.

“Basta fazer as contas. Ele [Rodrigo Maia] só tem 25 votos. Nós temos 300. É bem simples”, afirmou o líder do PP, Agnaldo Ribeiro (PP-PB), que encabeça o grupo do Centrão formado por outros 12 partidos (PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN e PtdoB).

Entre as resistências iniciais ao nome de André Moura está o fato de ele ser muito ligado a Cunha, afastado da presidência da Câmara e do mandato pelo Supremo Tribunal Federal. “Sou amigo de Eduardo Cunha, mas tenho identidade”, ressaltou André Moura que nega já ter sido escolhido por Temer.

“Entendemos que ele tem uma boa interlocução e essa proximidade com todos os partidos e deputados certamente facilitará muito a sua locução para aprovar as medidas que são necessárias”, disse na terça o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, logo após a reunião dos líderes com Temer. No encontro, entretanto, os parlamentares ouviram que a nomeação do líder de governo era uma prerrogativa do governo e não da Câmara.

A oficialização do nome do deputado deve ocorrer após o presidente em exercício também definir quem será o líder do governo no Senado. Temer se reúne com lideranças da Casa na manhã de desta quarta, no Palácio do Jaburu. Entre os nomes cotados para assumir a função está os das senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Simone Tebet (PMDB-MS). A senadora pepista enfrenta, contudo, resistências em razão de partido já ter ocupado espaços estratégicos no novo governo como os ministérios da Saúde, Agricultura e a presidência da Caixa Econômica Federal.

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.