Deputado diz que verba de R$ 32 mil é pouco

O primeiro secretário da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), disse que o aumento da verba de gabinete de R$ 20 mil para R$ 32 mil é apenas um "paliativo" e que não será suficiente para atender às despesas dos parlamentares. Cavalcanti defendeu um reajuste bem mais gordo para os deputados: queria que a verba saltasse dos atuais R$ 20 mil para R$ 45 mil mensais. "Mas não se pode conseguir tudo o que se quer", lamentou o primeiro secretário.Em fevereiro, o deputado do PPB abriu mão de sua candidatura à presidência da Câmara em favor de Aécio Neves. A principal bandeira da campanha de Cavalcanti era o aumento da verba dos deputados. "Não me sinto traído, mas foi uma falta de compreensão do Aécio, que tem uma concepção diferente da minha e que achou que esse aumento era a melhor solução para a Câmara", disse. Ontem à noite, a mesa diretora da Câmara decidiu aumentar em R$ 12 mil a verba de gabinete dos deputados: R$ 5 mil para contratação de um chefe de gabinete e R$ 7 mil para gastos com aluguel e manutenção de escritório e despesas com locomoção nos Estados dos parlamentares. "Reconheço que é necessário deputado ter algum tipo de verba para atuar nos Estados?, disse o deputado José Genoíno (PT-SP). Mas o PT era favorável a um aumento mais modesto: R$ 5 mil para despesas com pessoal de gabinete e outros R$ 5 mil para gastos com infra-estrutura.

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